14 de abril de 2016

Os livros de Khaled Hosseini

Khaled Hosseini é com certeza um dos meus autores preferidos, (se não for o meu autor preferido). Ele é o autor do livro que eu mais amo nessa vida que é A Cidade do Sol (2007). Ele também escreveu o Caçador de Pipas (2005) e O Silêncio das Montanhas (2013). O post de hoje é explicando um pouquinho porque eu gosto tanto desse cara.

Esse post tem uma coisa em comum com o post da Malala. DE NOVO, eu não tenho fotos bonitas dos livros (eu já li todos, mas eu só tenho A Cidade do Sol e é versão econômica), então, novamente, vai ter foto da internet aqui sim. 


Khaled Hosseini.

Reprodução: www.chicagonow.com

Khaled Hosseini nasceu no Afeganistão, na capital Cabul. O pai dele era funcionário do Ministério do Exterior, então, devido às viagens do seu pai, ele não viveu muitos anos no seu país natal. Passou parte da infância no Irã. Retornou à Cabul, mas só por três anos e então sua família se mudou para Paris. Depois dessa viagem, eles não retornaram mais para o Afeganistão, devido a um golpe comunista para tomada de poder.

Eis aqui outra coisa em comum com o post da Malala. Assim como a história do Paquistão, a do Afeganistão também é bem complicada pra entender. Mas com o cenário atual da política brasileira não sei se posso falar muito, né?

Depois disso a família dele conseguiu asilo político nos Estados Unidos e Khaled se formou primeiro em biologia e depois em medicina. Eu só fui procurar saber melhor sobre ele quando estava lendo seu terceiro livro e me impressionei em perceber que ele não tem nenhuma formação (no sentido: faculdade) em áreas que escritores costumam ter. Nesses momentos a gente percebe o quanto atrelamos talento e sabedoria à um diploma. Puff



Seu primeiro livro lançado foi O Caçador de Pipas. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado. (SKOOB)

O Khaled Hosseini tem duas características que eu acho que se destacam e que eu gosto. A primeira: ele com certeza nasceu para contar histórias. A forma como ele escreve faz com que a gente sinta as emoções de cada personagem e entenda todo o contexto, mesmo sendo uma realidade bem distante. A segunda: em cada livro dele, uma única escolha pode mudar toda a sua vida dali em diante. O Caçador de Pipas é lindo e muito tocante, dá pra aprender muito mais do que a história do Afeganistão, dá pra conhecer o ser humano no seu mais íntimo, se identificar tanto com Amir como Hassan. E no fim, ficar com uma única frase na cabeça: "Por você, faria isso mil vezes".


Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.
(SKOOB)


Eu já li esse livro duas vezes e pretendo ler muitas vezes mais. Já faz muito tempo que quero fazer um post sobre ele, mas nunca soube e ainda não sei por onde começar. Esse livro deixa claro o significado de sororidade entre mulheres. Nasce uma amizade entre Mariam e Laila que ninguém jamais julgaria possível. É disso que o livro trata: do amor entre Mariam e Laila. O que mais dói é saber que essa história pode ter acontecido mais de uma vez num país que foi dominado pelo Talibã. E no fim da leitura o que sobra é uma vontade inconsolável de abraçar cada mulher que passou por coisa parecida e agradecer a Khaled por um livro tão maravilhoso.


O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

(...) Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo - de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia -, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.
(SKOOB)


Como nem tudo são flores, esse foi o livro que menos gostei. É um livro bom, mas tendo lido O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol eu esperava mais e o livro acaba decepcionando um pouco. Então, para que não tenham decepções eu deixo aqui um conselho: se você for ler Khaled Hosseini, comece pelo livro O Silêncio das Montanhas e depois siga a leitura com os outros livros que são excelentes. (Não que O Silêncio das Montanhas não seja, acho que vocês entenderam)

Acho que Khaled Hosseini cumpre muito bem seu papel de escritor. Ele faz que a gente se sinta vivendo nos lugares que as personagens vivem com aquela realidade. Dá pra entender cada sentimento das personagens. Mais mais do que isso: Ele mostrou um Afeganistão para o mundo que muitas vezes, se recusa a enxergar e a mostrar a realidade desses países. Je Suis Charlie, Somos todos Bruxelas, mas por que nossa indignação com a dor e sofrimento é seletiva? É realmente seletiva ou somos conduzidos à sentir assim? 

E é por mostrar toda do Afeganistão e me fazer sentir uma empatia profunda por seu país que eu amo Khaled Hosseini.

5 comentários:

  1. Ahhh, eu gostei muito de O Silêncio das Montanhas. O fato dele contar a história de tantas gerações e em tantos países me encantou. É bem difícil de lê-lo, mas gostei.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, tem esse lado.. Eu comecei a me encantar pela Grécia nesse livro, hoje é o país que eu mais quero conhecer =) Mas ainda prefiro os outros!! Tipo, A Cidade do Sol não tem UM senão. É perfeito.

      Excluir
  2. Todos os livros dele são muito bons! Meu preferido é A CIDADE DO SOL É perfeito!

    ResponderExcluir
  3. Meu autor predileto, a obra que mais amo é o caçador de pipas.
    Pretendo ler tudo que ele escrever!

    ResponderExcluir
  4. A cidade do sol, o livro q eu lia e enxugagava as lágrimas, maravilhoso!!! Um dos melhores livros q já li!!!

    ResponderExcluir