25 de fevereiro de 2016

Conheça uma mulher: Olympe de Gouges

Reprodução: Wikipedia

Olympe de Gouges é conhecida por ter dado o primeiro passo ao movimento feminista publicando A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, em 1791.

Eu li sobre a Olympe pela primeira vez na revista Superinteressante, mas isso já faz um bom tempo. Me aprofundei bem mais na sua história ano passado, durante as pesquisas para o TCC do ensino médio, em que eu e meu grupo falamos sobre A Importância do Movimento Feminista Nos Dias Atuais.



Marie Gouze (seu nome de batismo) nasceu no dia 7 de maio de 1748, filha de um açougueiro e uma lavadeira, casou-se aos dezesseis anos e foi mãe logo em seguida. Enviuvou pouco tempo depois e mudou-se para Paris, quando adotou o pseudônimo de Olympe Gouges. Em Paris, passou a escrever peças de teatro e tornou-se uma pessoa pública, frequentando salões parisienses de arte, conhecendo os maiores nomes da filosofia e literatura francesa.

Em 1789, início da Revolução Francesa, um período extremamente importante para a história, Olympe colocou em questão a relação entre os gêneros, discutindo o “lugar da mulher” na sociedade, entretanto, não foi ouvida. Como resposta a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (elaborada no início da Revolução Francesa), que contemplava apenas o homem na sociedade, dando a eles o direito ao voto, liberdade profissional, direito de propriedade, entre outros, Olympe escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, defendendo os mesmos direitos as mulheres, que tinham sido totalmente esquecidas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas o projeto também foi rejeitado.

Gouges não se deixou abater e passou a defender com mais veemência o que acreditava e seus atos revolucionários acabaram custando-lhe a vida. Seus rivais passam a considerá-la perigosa demais e ela foi presa pelos Jacobinos, líderes da esquerda na Revolução Francesa, que instauraram o clima de terror após a Revolução. No dia 3 de junho de 1793, foi executada na guilhotina. Antes de morrer, expressou sua célebre frase “a mulher tem o direito de subir ao cadafalso*; ela deve igualmente ter o direito de subir à Tribuna”.


Olympe foi uma mulher muito à frente do seu tempo, e, pra variar, acabou sendo julgada erroneamente. Mas o seu ato foi o precursor do que o movimento feminista passou a ser e do que é ainda hoje. Muito obrigada, Olympe.



*cadafalso é o palanque onde as pessoas que estão condenadas à morte, sobem.

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