13 de novembro de 2015

Um poema sobre o metrô

Poema Ismália, na estação Chácara Klabin.
Ultimamente eu tenho andado um pouco mais de metrô e acabei escrevendo um poema sobre esse meio de transporte ao qual estamos tão familiarizados. Acho que ficou um pouco infantil, mas mesmo assim vou compartilhar com vocês. Já perdi o resquício de vergonha na cara que tinha.


Mais do que trilhos

Pi pi pi
Corri pra entrar
Num papel na minha mão:
Melhor pedir do que roubar

Devolvi só o papel
Sinal de nada para dar
Mesmo assim, agradeceu
Pediu pra Deus me abençoar

Desci. Ana Rosa ou Paraíso?
Eterna indecisão
Mas sempre escolho a primeira
Pra fazer baldeação

O vento é sempre tão forte
Bagunça todo o cabelo
Seria interessante
Colocarem mais espelhos

Eu amo ler Ismália
Na Chácara Klabin
Muita gente amaria
Se não fosse tão vazia...

Tanto poema lindo
Tanta gente encantadora
Que eu falo sem pudor:
Em cada estação, desce um amor

Imagina quanta história
Tem nos trilhos do metrô
Algumas devem ser tristes
A maioria, de amor

Impossível não reparar
Na quantidade de casal
Me fazem sempre lembrar:
O amor não é banal

Dia desses uma senhora
Pagou minha passagem
Aquele gesto simples
Fez a diferença na viagem

"Não quero atrapalhar sua viagem"
- Outro rapaz falou
De qual das duas ele tá falando?
...

Não importa o destino: O metro é a viagem!

Ainda há quem diga:
"Não existe amor em SP"
Então passa no metrô 
Vale a pena esse rolê

Ane Cristina

2 comentários:

  1. Amo Alphonsus de Guimaraens (nem é exagerado esse nome hahaha). É sempre bom poematizar as coisas da vida que nos chamam atenção, nos faz mais alegres. Por isso amo escrever, me dá uma certa esperança de que terei outros temas quando acordar no outro dia, e se não acordar, serei o próprio poema.
    www.rumorandhorror.blogspot.com

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    1. Sim. A poesia tá na gente, só transformamos no poema quando passamos pro papel :-)

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