14 de junho de 2015

Sobre a inspiração inicial

Como disse no último post, tudo começou com um caderno. A inspiração pra escrevê-lo veio por causa de uma pessoa: Anne Frank.

Só faltou um "n" no meu nome pra sermos xarás de verdade. (ou não, porque o nome dela era Anneliese)

Eu sempre quis ler o famoso "Diário de Anne Frank", mas nunca tinha tido oportunidade de verdade. Lembro de pesquisar para comprar e apareceram exemplares com preço absurdo, em torno de R$ 100 (??). Então, um dia, ao entrar na biblioteca da escola, o livro estava lá, numa prateleira bem em frente aos meus olhos. Na hora, lembrei o quanto eu sempre quis ler, fiquei tão descrente que perguntei pra bibliotecária: "eu posso pegar?" (se o livro estava lá, era justamente pra ler). Parecia doente atrás de remédio. FINALMENTE, eu ia ler aquele livro.

Enfim, comecei a lê-lo. Era um diário bem diário mesmo. Achei o começo meio maçante, mas quis tanto ler aquele livro, não ia desistir no começo. Depois, comecei a perceber que eu entendia os sentimentos de Anne, mesmo sendo ligeiramente infantis (quando ela começou o diário, tinha 13 anos). Me identificava com Anne, pois, do mesmo modo que ela amadureceu muito em um ano, eu também amadureci muito dos 13 para os 14, e, na adolescência, em cada ano parece que amadurecemos em escala logarítmica. Talvez amadurecemos mesmo, pena que nem todos passam por essa fase.

Preciso citar que mais ou menos uma semana antes de começar a ler o livro, pensei em seguir a profissão de jornalista. A cada página que eu lia, me identificava mais com Anne, até que em um determinado momento ela diz que sempre sonhou em ser jornalista.

Imagine uma pessoa lendo um livro quando de repente uma luz aparece sobre ela. Foi assim que eu me senti.

Sei que Anne não sobreviveu para contar a história com sua voz, mas suas palavras contaram por ela. Tenho certeza que se tivesse sobrevivido teria realizado seu sonho e sido uma escritora maior do que foi.

Posso dizer que hoje já não me incomodo tanto quando acrescentam um "n" ao meu nome.
Ane Cristina



"O espírito do homem é grande e seus atos são tão mesquinhos!"
Anne Frank.


2 comentários:

  1. Adorei o texto e adorei o blog! Você tem muito talento, e fico "menos triste" em saber que não sou a única do SENAI que não pretende seguir na área.

    Um grande KISS, da sua coleguinha da turma B!

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    1. Muito muito obrigada ❤ seu comentário foi o primeiro, e tenho certeza que vai me dar sorte! Um beijão, kiss!

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